É na cidade de Portland, no estado de Óregon, onde a LEVER Architecture demonstrará que a madeira é um material válido para a construção de edifícios de grande altura e mais importante, que se pode fazer de maneira sustentável. Thomas Robinson, o arquiteto que lidera o projeto, procura com a sua equipa combinar o urbano com o rural e ao mesmo tempo demonstrar as inovações em tecnologia arquitectónica. Neste sentido, destaca a CTL e a sua aplicação prática no projeto Framework.
Nas siglas CTL, esconde-se o conceito de Cross-Laminated Timber “madeira laminada cruzada”, na sua tradução livre ao português.
CTL são painéis de madeira pré fabricada de um peso reduzido, mas ao mesmo tempo muito forte, sendo resistente ao fogo, bom isolamento acústico, térmico e anti-sísmico. Entre as suas vantagens também se destaca a sua facilidade de instalação, assim como a baixa produção de resíduos.
O que têm de especial as construções em madeira?
O projeto Framework de LEVER Architecture tem como referência edifícios de madeira do Canadá, assim como alguns da velha Europa, demonstrando que a sua inovação está bem fundamentada em experiências prévias.
Que limitações tem esta nova forma de construir arranha-céus? A maior limitação é a quantidade de material necessário para construí-los, no caso de vivermos um boom de edifícios de madeira de grandes dimensões.
A atual produção de madeira sustentável não poderia suportar uma proliferação de arranha-céus construídos desta forma. A tendência, contudo, é de que os produtos como a CLT se simplifiquem com o passar do tempo, podendo assim utilizá-los, embora consumindo menos matéria prima, como explica o expert na matéria António José Lara, da Plataforma de Ingeniería de la Madera Estructural da USC.
Desta forma, torna-se claro que a geopolítica dos recursos naturais afeta os materiais construtivos, desempenhando um papel decisivo em casos como o da madeira.
Para a construção do projeto Framework, estão a ser realizadas experiências através da aplicação directa do fogo na madeira. Os resultados destes testes são encorajadores e irão garantir a segurança de edifícios deste tipo em caso de incêndio.
Mais uma prova de que a construção sustentável não está em desacordo com a segurança dos elementos construtivos, e que reforça a posição de elementos não convencionais, como a madeira, em comparação com os que são atualmente mais amplamente utilizados no sector.
Num mundo com os olhos postos no horizonte sustentável, medidas que consigam reunir segurança, economia de recursos renováveis e cuidado com o ambiente, são o último recurso a que governos, empresas e organizações devem recorrer nesta corrida contra o relógio do nosso planeta.
Fontes: LEVER Architecture, Dezeen, Apawood.org.
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